Ela amava as palavras dele porque achava que eram sinceras.
Eram tão belas... tão harmoniosas...tão perfeitas!
Seria um sonho?
Ele escrevia com propriedade.
Tinha o dom de deixá-la tonta com seus poemas.
Sem ar até!
E ele sabia dessa fraqueza dela: a fraqueza pelas palavras.
Ela acreditou.
Ela se entregou.
Ele não a mereceu.
Hoje, ela tem medo de amar, de se entregar, de sofrer.
Ela está de quarentena.
Ana Paula Mendes

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