Já diz o ditado: “cada escolha, uma renúncia”, mas o que ela estava disposta a renunciar?
E ele?
Ela: Amigos, prestígio, status, viagens.
Ele: qualquer coisa, já que dizia não ter nada no mundo, a não ser ela.
Mas aí, ela disse que servia a Deus, não uma religião, uma placa de igreja, mas que se sentia “em casa” com os irmãos da mesma fé cristã.
E ele...bom, ele disse que podia abrir de tudo, mas ter a mesma fé não dava, era demais.
Ela não queria que ele buscasse isso de forma forçada, mas espontaneamente. Afinal, “existe no homem um vazio do tamanho de Deus” (Fiodor Dostoiévski) e é natural cada um procurar preencher esse vazio.
Se quisesse, ela estaria ali, disposta a ajudá-lo nessa busca.
Silêncio.
Ela ora por ele.
Ele espera por ela.
Ana Paula Mendes
Outubro 2011

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