E choveu.
A previsão meteorológica era de chuvas para aquela virada de ano.
Que droga! ela pensou, mas a previsão pode estar errada. Detesto sair de casa com chuva: me molho toda, mesmo com guarda-chuvas, e meu cabelo fica horrível.
Se ela soubesse que isso não seria nada...
Os fogos estouraram lá fora, anunciando a chegada do novo ano. Dentro da casa, uns cumprimentavam os outros, desejando votos de feliz ano novo e todo esse blá blá blá.
Tudo igual em todo o mundo. O ano acaba e festejamos a chegada de um novo ano, na esperança de que todos os problemas sumam e de sermos eternamente felizes...
E ela se lembrou de como estava há 1 ano.
Coração fragmentado, tentando se recuperar. Ela tinha sonhado tanto, mas 2 meses foram suficientes para mostrar que era só uma ilusão. Mesmo com o coração quebrantado, ela conheceu um outro alguém. Ele surgiu como um anjo, devolvendo a ela o sorriso e a alegria. Trabalhavam na mesma empresa, mas em prédios diferentes, distantes.
Na virada de 2010 para 2011 eles eram sonhos e promessas. Um ano depois, eram dores e desilusão.
Teria o amor a duração de 1 ano?
A virada de 2011 para 2012 veio com a chuva. Do céu e da alma. O choro veio de forma intempestiva, forte, sem que ela podemos refletir. Chorou como há anos não fazia. Esvaziou a alma de dor.
Ela sonhou mais uma vez. Ela se decepcionou de novo.
O ano mudara, a dor permanecera.
Ana Paula Mendes
Janeiro 2012

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